Salve, Salve, minha gente tão querida

Com a vista turva desse lado do Atlântico escrevo,
sobre o povo heroico e retumbante que seus heróis esqueceu...
Feitiço de Ganga Zumba, o renascimento do néscio-sandeu
De Cunhambebe, Sepé Tiaraju, Ajuricaba e dos rincões de Nheçu se perdeu!

Em pleno século XXI, a farsa histórica que muda ignora,
no vice-reino do Peru, nem se lembram, de Tupac Amaru!
Da negritude, irmãos Rebouças, Patrocínio e Luís Gama.
Da feminilidade: Ana Néri, Bárbara de Alencar, Clara Camarão,
Luísa Mahin, Maria Quitéria, Isabel, a redentora, por fim.

E no reprisar dos mesmos cantos de um povo em agonia sem fim,
em busca diuturna por falsos heróis: sem caráter, sem feitos, enfim...
Na terra do futuro, clamo dias e noites, anos e meses, sem fim,
que recuperem sua memória para construção de um digno futuro por fim!

Salve, salve, minha gente tão querida!






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