Salve, Salve, minha gente tão querida

Salve, salve, minha gente querida!
Com a vista turva desse lado do Atlântico vos escrevo,
de um povo heroico e retumbante que de seus heróis esquecera...
Feitiço de Ganga Zumba ou renascimento do néscio-sandeu!

Salve, salve, minha gente querida!
De Cunhambebe, Sepé Tiaraju, Ajuricaba,
E dos rincões de Nheçu se perdeu!
A farsa histórica que mudos ignoram,
no vice-reino do Peru nem se lembram de Tupac Amaru!

Salve, salve, minha gente querida!
Da negritude, nem os irmãos Rebouças, Patrocínio e Luís Gama.
Da feminilidade: Ana Néri, Bárbara de Alencar, Clara Camarão,
Luísa Mahin, Maria Quitéria, Isabel, a redentora, por fim.

Salve, salve, minha gente querida!
No reprisar dos mesmos cantos,
de um povo em agonia sem fim,
Em busca por falsos heróis:
sem caráter, sem feitos, enfim...

Na terra do futuro, clamo dias e noites,
que resgatem a memória assim,
Almejando um digno futuro por fim,
Salve, salve, minha gente querida!






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