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Mostrando postagens de Setembro, 2019

Tudo que é eterno

Tudo que não é eterno é ilusão
Realidade é aquilo que não muda
Tudo que é eterno

Personalidade acaba
Tudo que você aprendeu
armazenado na alma

O resto é ilusão, maya
Alma que cresce, evolui
a personalidade evolui

Tudo que não é eterno é ilusão
Realidade é aquilo que não muda
Tudo que é eterno.



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Retambana de pesares

A direita, corrupção
A esquerda, socrócios
Ao centro, negócios

Retambana de pesares

No bairro, sequestro
Na fila, tambores
Na Câmara, favores

Retambana de pesares

Conservadores, paspalhos,
Progressistas, otários
Bonafacistas, cansados

Retambana de pesares

Comunismo, continuísmo
Capitalismo, senhores
Anarquismo, sem cores

Retambana de pesares.

Se há negócios, socrócios, corrupção,
Pedidos, favores, cabrestos e senhores
Se na taba, não há mais nada.

Retambana de pesares

Bar do Bitoco (texto para stand up)

Sair com os amigos do trampo é uma aventura.

Todo mundo quebrado e um rodízio de estabelecimentos bizarros.

Estes dias fomos no Bar o Bitoco e juro, tinha um torresmo que parecia a unha do Zé do Caixão. Aquele negócio envergado e uns pelos crocantes por cima. E para quem gosta mesmo...

Tipo a religião do Torresmo.

No boteco do Salsicha, o Hyago queria almoçar um ovo de codorna em conserva.

Juro, a água estava verde. Mas de acordo com ele, vinagre não estraga, vira vinho. Quando mais verde, mais puro.

O cara comeu pelos menos uns três. Aí, tem nego que não sabe porque ele vive no banheiro durante o expediente.

O pior foi lá na lanchonete Hot, "onde os canais adultos não tem senha", salsicha frita a vontade. Lá na quebrada não tem  slogan, lá é slogo memo.

Levemos o guardinha, o moleque é da quebrada, come como um servente de pedreiro.

No fim é aquela correria, mas ninguém passa fome.

por isso sempre é bom legar um di menor.





Revolta do Feijão

Nem a burocratização do departamento impediu a discussão sobre o desejo incontrolável de Antonio em relação ao feijão, o qual chamava de diamante marrom. Em pequenos espaços de diálogo entre ele e a equipe, o assunto emergiu como uma ato religioso em que defendia que sua vontade era, tão somente, de estar nu e rolando sobre as reluzentes sementes num dia de sol.





Queria, na verdade, é estar junto de bom punhado de feijão cozido, embebedado com seu caldo espesso e saboroso num dia de sol para que pudesse ver os raios solares endurecerem sobre minha pele a sua parte líquida e a formação de uma camada desidratada tentando sequestrar o entorno de meu corpo…





Dia após dia, o assunto do feijão pairava sobre as almas calejadas e cansadas dos trabalhadores do departamento. Ele era o chefe da seção fazia poucos meses. Como um vendaval, virou a rotina burocrática, pálida e escravizante de seus subalternos de cabeça para baixo. Era assim que ele via: maximizando a burocracia estatal para conter a s…