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Mostrando postagens de Agosto, 2019

Canção do Exílio a Dom Bertrand

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Minha terra tem florestas, Onde canta o maraca Os corvos que aqui cacarejam Nem sequer sabem como é lá
Nosso chão tem mais afouteza, Nossas matas mais fomentadores Nosso bosques ainda tem vida Ao contrário do que fizeram cá
Em cismar, sozinho, à noite Entreguistas que encontro-lá Na minha terra que tem florestas, mais que o dobro do que cá
Minha agricultura tem primores, Que produz mais do que cá; Em cismar, os entreguistas, em Açores. Mais floresta eu encontro lá; Minha terra tem florestas, Onde cantas sem charabiá
Não permita Deus que os cabeçorras, Incendeiam muitas mentes vazias por lá Sem que desfrutem da verdade Que não encontro por cá; Sem qu'inda aviste as florestas,
Onde um dia cantou Tibiriça


(Homenagem a Gonçalves Dias)


Ápeiron disponível na Amazon

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Já está disponível para venda o e-book e livro físico Ápeiron: Poesias Nonsense, do poeta Antonio Archangelo. Através no Kindle e da Amazon, disponibilizamos as duas versões para os Estados Unidos e países europeus, confira:



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Último respiro

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Antes que minhas vistas escureçam, talvez; Antes que a última lembrança seja condensada pela valsa-química cerebral, talvez; Antes de sentirem minha falta, talvez; Esteja lúcido para lhe dizer o quão bem vivi.
Antes, talvez, que seja tarde; escrevo a vós filhos do amoníaco e alcaloides, que vivi o quão são que pude, vê-los, cada olhar, cada universo de segredos.
Antes, que a última nota arrebente minha lucidez, que a amargura aflija minhas notas alveólicas que minha carne seja sepultada nesta terra vérmica.
Sinapses mórbidas e doloridas, por saber que nunca muda, nada muda e não mudarás no pretérito perfeito de suas vulgaridades
de vossa essência, meu único amigo, eu.


Escatologia da Primavera

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Estava-lá pálida, estática, boquiaberta
Muda, só resmungou quando ameacei ir embora intimamente ligada ao meu "Eu" e calada Aguardou, até o último suspiro, as mágoas de quem nunca conheceu, de fato
Ingratidão, és sua simbólica figura Insurreta, a espreita, fadada ao destino Incrédula, nunca pensou ou teve fé Afinal, nessas condições quem teria?
Dia após dia, minutos após minutos sacramento após sacramento Fria, deixou a vida me  escoar
Nutrindo o carbono condensado, fomentando novas vidas terráqueas tecendo, sem receio, o minério
que esconde a gematria sagrada.


Poema selecionado na coletânea da EHS

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O poema Ósculo foi um dos selecionados para a Coletânea da editora EHS.

Confira:

Blog: EHS EDIÇÕES 
Postagem: Lista dos Autores Selecionados na Coletânea Poemas Contemporâneos 
Link: https://ehsedicoes.blogspot.com/2019/08/lista-dos-autores-selecionados-na.html


Genealogia dos fracos

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O que salva-me são os poemas, arte de traquinar com palavras avulsas Lutando contra a genealogia dos fracos, a democracia dos otários-manias
O que salva-me é a busca pela Ilíada, epopeia rupestre, terrestre e duradoura Lutando contra a organização dos fracos, aborrecidos na confecção de tua moral
E no trinar dos dias, no dia da passagem da vida terrena, os fracos esperarão afoitos e esperançosos a transcendência, E se caso ela vier, acordarão como fracos em uma nova existência
E assim, a genealogia da moral do sindicato dos fracos, continuará traçando regras contras as forças ativas em outras orbes
O que resta aos oprimidos é a arte d'onde o fraco jamais alcançai-vos.



Necrochorume

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O muro de onde escorre  o caldo nutritivo da vida eterna D'onde estão exilados  miseráveis da vida terrena
Sob os fechados lábios da sabedoria  e ouvidos do entendimento
Meu fúnebre cortejo irreparável  natimorto de esperança, moribundo pestilento  arrastando-se na última peleja
Incrustado de ilusões,  mentiras e traições...
Com o triste fim de Policarpo e Jasmim, flores com cheiro de morte  que brotam em meu jardim
Carregando, comigo, 
as licorosas frustrações desta vida