Psicologia dos alcaloides

Eu, filho de alcaloide demoníaco,
Pelejo pelos dias com relutância
surfando vícios da minha ignorância
a influência da Cabala e do zodíaco

Esplendoroso monstro da cafeína,
Da nicotina, meu prazer, minha ânsia
Hipocondriacamente desde minha infância

Brancos sólidos de óxidos e formol,
Daltons de anestésicos, analgésicos e neurodepressores.
Psicoestimulantes da psicologia dos opressores,
Formam e confabulam santos-benzóis

Carnificina do esplendor
Rompe tendões com tanto clamor
O verme da minha podridão perpétua...



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Hirto

Ósculo

Pax

Necrochorume

Tarsila e Pagu

Último respiro

Oniquito

Buddhyahaṅkāra

Canção do Exílio a Dom Bertrand