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Mostrando postagens de Janeiro, 2019

Cântico a Parabrahman

Ó fractal divino, nove emanado nas duas dimensões primas Manvantara de manifestação, pralaya, da não-manifestação
Mulaprakriti dos fenômenos, Vórtice físico, psíquico ou mental Fohat e akasha de toda a existência, Éter dos antigos, quintessência, Quinta ponta do pentagrama
Dai-me humildade, dai-me sapiência Recupera-me as memórias esquecidas no grande oceano primordial
Caduceu, da serpente que repousa sob o osso sacro Desperta-lhe, atravesse swadhisthana, manipura, anahata, vishuddha, ajna e sahasrara
Chega-lo-ei ao nirvana, parabrahman Princípio Onipresente, a Seidade Una, Absoluto, Raiz Sem Raiz Eterno, Sem Limites, Imutável e Incognoscível, Desde a morte de Krishna até o fim dos tempos .


Samsara infinito

Não estão nos vedas, adi-buda! Rigveda, iajurveda, como ouvida ou atarvaveda. Nem nos cinco budas da meditação: Samantabhadra, Ratnasambhava,  Amitaba, Akshobya, ou Amogasidi
Bodisatva busque a infinita senciência O verdadeiro sentir. Não há dragão, leão,  pavão, elefante ou garuda.
O samsara manterá seu fluxo incessante de renascimentos. Do atma ao atma, supraconsciente, deverás, então, emergir por naraka, preta, animal, manusya e asura.
Bodha, "Buda", ou Buddhi, o conhecimento divino  chegarás até teu “ego”
E, só então, terá o discernimento do bem e do mal, a “consciência divina”;  e a “Alma Espiritual”
Será, então, veículo de Atma
ao Todo-nada

Shekhinah em Malkuth

O bom seria se tivéssemos o Bem, uma busca árdua e delirante. O bom seria se reconhecêssemos o Bem, não o menos mal
Bem está contido aos que navegam  pelo oceano primordial O Bem aqui não está,  nem no Halacá
É o fim, não o meio É a busca, talvez a arca da aliança
Não seja intolerante,  já que nem você, talmúdico,  sabes o Bem
Não seja inoperante,  repetindo os vícios destes cânticos
O Bem seria se todos estivéssemos junto a Elohim Dissipando todas as ilusões dos desejantes de receber Shekhinah eterno e atemporal



Rumo a Atziluth

E serão aquelas escadas que me levarão a Atziluth Sob o coro dos Querubins e Serafins
Foram aquelas escadas, onde superei o abismo de minha existência Quão espantoso é este lugar!
Betel, a porta dos céus Voltei para a casa Deixando o exílio e as ilusões desta morada
Quão espantoso é este lugar! Terra azeitada de ternura e benevolência
Soube, então, o Bem



Ogdóade

Ó, Poimandres,
A cada sizígia um par macho-fêmea
Um de cada um dos oito aeons,
na profundidade e silêncio,
a plenitude da mônada.

Pleroma que arquiteta,
o grande Primeiro Princípio
em cada um dos sete céus

Deixai-me a punição na Ogdóade
Vibrando no canto inaudível
Do Bem que sucede as trevas;
Da alegria a tristeza.

Do amor incontinente;
Do endurecimento concupiscente;
Da justiça injusta

Da bondade-cúpida;
Da verdade enganadora;
Da sujidade da luz-trevas.

Pois de dez,
se vão doze



Para Tat sobre o Bem

Bem e Mal
Inalcançáveis ilusões
Cultura-mania da humanidade

Fonte és de toda vida
Motivo e causa
Estopim das mudanças

Lágrimas do éter
Sopro da lucidez sublime
Esferas projetadas
Projeto risível

Súplicas, em vão
Leis boçais?
Gritos do infinito
Incompreensível sermão


Último ato

Colha o dia, dizia Horácio
A sua vontade, concentre
Ressignificando o elo com sua morte
Podes, sem remorsos, tristeza ou preocupação?

Esvaziando, sem se inquietar com a hora de passagem

Diva, açoite suas expectativas licorosas
Invente! Como se tivesse todo o tempo do mundo
E descobrirá que não há todo tempo do mundo!

Module seus atos como sua última batalha na terra



Cântico do neófito

Límpidas hierarquias do universo eneágono
Chuva caída, raios cintilantes e trovões
Genuflexo perante cognoscível-incognoscível da razão

Deturpado pelos amores terrenos
Lacrimejava ao ver, com encanto
a verdade da árvore da vida.

No embalo de uma canção de ninar
Na aglutinação de consciências,
Que ainda estarão neste beira-mar.

Poeira cósmica que tocará teu semblante
Como uma reprise inédita deste cântico
Genuflexo-mártir da terra de Hanokh



De incertitudine et vanitate scientiarum

Sicofantas do púlpito.
Sofistas do escárnio.
De joelho, beijam vossa face.

Na futilidade das coisas,
esculpem vãs acusações.
Trismegestiando elucubrações.

Oras, qual o preço da verdade?
Xenofantiando a imensidão
de meia verdades.

Não há moedas, ouro ou preço,
a se pagar pela verdade.
Não há suplícios a eterna-mentira.

Não há caminho maior que a verdade.
Verdadeira ilusão valsante
Escorrendo pelas lágrimas de seu rosto.