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Mostrando postagens de Dezembro, 2018

Meias-verdades

Todo é Mente;Universo, mental. Pensamento divino, divina consciência.
Flui e reflui. Em cima e embaixo. Dentro e fora Macrocosmo, microcosmo.
Nada está parado, tudo se move, vibra. Das galáxias às partículas sub-atômicas, tudo é movimento.
Tudo é duplo,  tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. Igual e desigual.
Verdades são meias-verdades. Fluxo e refluxo, Tudo tem suas marés, Eterno sobe e desce
Ritmo e compensação.
Criação e destruição. Ascensão e da queda. Masculino e Feminino.
Atração e repulsão. Causa e efeito, Efeito e causa,

Inencontrável

Será que ela irá perceber o presente recebido? Tudo conspirando ao inevitável. Entorpecida-garota, tentando encontrar o inencontrável.
Busca perene e viciante. De desencontros-encontros Ilusões-vis.
Já não está aqui. Já não sabe o que foi fazer, encontrar o inencontrável.
Contando horas, minutos e segundos inexistentes. Busca nonsense Nonsense saga.
Tome teu cigarro
E não esqueças que entre feras estais.


Niz Ram

Rompante, triunfante da despedida.
Ilustre desconhecida.
Esquecido e esfumaçado encontro.
Distante estava naquele dia.
Dia aquele que tirei a máscara
E entreguei os planos.
A ilustre desconhecida.
Rimando  e ornando.
Rimas e melodias.
Ela se vai, pra não mais voltar.
Uma vida regada de desencontros.
Talvez, um cigarro.
Uma bituca.
Um dia a mais.


Tudo e nada

A contagem limitada de acontecimentos inesperados Emolduram no cosmo sua passagem por esta vida A contagem ilimitada de inesperados açoites, Dizem-lhe, afinal,  a direção.
Imensidão aglutinada de "nadas" Aglutinada imensidão de temas. Uma contagem ilimitadas de "cliques". A instalação completa do software da solidão.
Do caos ao caos. Da contagem ilimitada de nada com nada. Tudo é nada. Nada é tudo.
A dimensão da sua dor É a casualidade do nada. Como não perceber?
Dia e noite. Noite e dia. Nada e nada. Vida e morte. Morte e vida.
Nada e Nada.



Logos

Nem Parmênides;
nem Heráclito!
Tão pouco Tales,
Anaximandro, Anaxímenes...

Sabes, afinal, teu logos?
Logos que está,
Mas não está?

Logos, antítese de "palavra";
É o que precisas buscar!
De nada ou tudo, adianta.

Não percebes?
Logos aqui está.
Trilha-lo-ia um caminho


Da escura caverna se libertarás...



Incognoscível

Astros escarlates que encobrem os rastros
de milhares de lágrimas esperançosas e licorosas.
Do dia, que a menina adormeceu.

Restos galácticos que lhe embruteceram, ninfa.
O caos é incognoscível, diria Orpheu.
Promessas rasas, baratas e vaporosas.

Tua silhueta no espelho do mundo.
Colo-afago, no resgate da adormecida criança.
Ninam, as moiras, em algum lugar da tua infância.

O que seria dos teus dias, sem tuas lágrimas?
O que seria do teu destino, sem essa dor hemorrágica?
Dormente-contente, embriagada.

Esperando, o acordar da criança.
Que um dia, o mundo pensava ser teu.
E no colorido da esperança,
Em um caminho qualquer se perdeu...

Indomável âmago

A silhueta que cobriu de bruma, névoa;
Texturizada, bruta-flor voaria como um condor.
Longe da razão, embriagado pelo cintilante, tinitas.

Descobrindo rastros de estrelas congelantes
Que por algum milagre inexplicável conjecturam a trama
Realinharam átomos para lhe dar o sopro da vida.

Lamentável, seria, se no encontro de casualidades,
Cerceados seriam os homens desta contemplação angelical.

A humanidade, sem cor ficaria, a espera de algum apocalipse
E encontraria uma maneira de realinhar todas as moléculas
Para reencontrar, no mais profundo sonho,
teu rascunho, a arte final.

Oras, horas.
Indomável âmago.
Mentalizando o rompante quando suas mãos.
Por um instante, revelaram a natureza, esplêndida.
E no trago de um cigarro, um delírio amante.

Maresia e a umidade refletiam os raios do astro-rei.
Ilusão fonética-elétrica.
A conjunção, não mais que diferente, que;
Repetiu, os encantos da criação de um novo sistema planetário.







A ilusão do tempo

Estás aqui e lá, lá e aqui.
Com olhos fechados, viaje onde deseja
sem os grilhões do tempo
Doce, ilusão!

A dimensão que precisa ser suprimida
Doce, ilusão! Tempo, não existe
Do ponto A ao B a vã matemática não explica:

Como atravessar o infinito?
Tempo, senhor das almas?
Aniversariando sua existência com a morte...

Outra ilusão?
Embora pereça, átomos reinventam
Recombinando outra existência?

Tempo que lhe dá a morte
Morte que lhe dará o tempo
A linha tênue entre o que aconteceu, acontecerá e acontece...