Sobre a Humanidade

Não consegue provar nem sua própria existência
Como queres, divina, explicar o iminente caos?
Como queres, como cínica, explicar naos?
Talvez seja esta a nossa verdadeira prepotência

Não prova, o que consegue, a existência própria?
O caos explica, cinicamente, como queres?
O naos explica,  divinamente, como queres?
Talvez seja esta a nossa verdadeira inadimplência...

Repita este canto: não tem explicação...
Repita este encanto: não tem comparação...
És o que és, o ser-eterno sem solidão.

Repita o mantra: não tem imaginação...
Repita o tantra: não tem solidão...
Viva a sua humanidade sem nenhuma explicação!

(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)


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