Desagoneio

Percebes a inigualável quimera,
quem entre os moucos assevera?
Chama que destrói e te espera
na leitosa bruma, prouvera?

Esperá-lo-ás como num devaneio?
Esperá-lo-ia! Num desagoneio
Na brisa matutina permeio
Essa quimera por quem esperneio...

Onde estás a camurça-cetim?
Caminhou a trilha, a Flor-de-cetim
Esquecê-lo-ás as sílabas deste folhetim

Onde estás a senhora-dama, perdida num festim?
Dançaste com desconhecido a valsa pantim?
Esquecê-lo-ei a melodia doce do flautim!


(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)




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