Lápide do finito

De mãos dadas, eu espero o fim.
Fim que será um novo começo.
Começo de um novo fim!

Brumas e espantos á toa.
você constrói seu infinito.
No dia, mais que dia,
que num instante, luz que vicia,
se transformará em prantos e levará seus encantos.

Você não sabe,
cantarás as reprises destes cantos.
Vivendo sem saber,
que tudo, afinal,
é para sempre.


(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Hirto

Ósculo

Pax

Necrochorume

Tarsila e Pagu

Último respiro

Oniquito

Buddhyahaṅkāra

Canção do Exílio a Dom Bertrand