Só.
Depois da chuva
Somente...

Amalgamado em repúdio retratos,
juntos trapo por trapo.
Escondendo de todos,
aquele antigo retrato

Você sorria?
Dia-a dia
Todos os dias que não foram dias

Caminhávamos...
Mas, para qual local?

Andarilho de um canto só, 
viveras a vida pra cantarolar
As mesmas lembranças,
que habitam aquela velha rede.

Olhos lavados de lágrimas,
orvalham um peito que já fora seu!
Ordenhe o presente,
Cala-te o futuro!

(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)


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