A vida como ela é

Portuário sentido, navego-me,
a mim mesmo, rumo a niilismo.
Ofusca-se as bárbaras maneiras,
esquecendo, momentaneamente, a uno-vida.

Esperanto a la Monet,
Picasso, virá a ser?
Estrangulando cores!
Sussurrando amores!
Vivenciando dores!
Murmurando: - Senhores...

Morta natureza, frígida certeza.
Sobre as poltronas e as mesas:
Contas, dinheiro,
-Pseudo-equilíbrio.

Numa Leitura, regada a ipyoca...
Do ócio ao ósculo!
Da paz: 
- Em paz!

Embriague-me,
com suas certezas...

Minhas?

Picasso's Buste de femme (Dora Maar), 1940 © 2019 Estate of Pablo Picasso/Artist Rights Society (ARS), New York. Photo: Erich Koyama. Courtesy Gagosian.




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