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Mostrando postagens de Dezembro, 2008

Ofereço-te o nada

Como não tenho você,
Sinto-me, capaz de enganar.
Talvez...

Capaz de amar, eu?
Sem o colorido?
Sem o sentido?
Sem jóias?
E encantos?

Capaz de amar, eu?
Sem esquemas?
Sem esperanças?
Sem sonhos?
Nem expectativas?

Como não tenho você.
Ofereço-te o nada...

(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)

Les Gobelin

Desvanece Les Gobelin,
junto a planta que nunca nasce,
com o gosto da morte,
ao paladar do bebum!

Ela desdém de tudo,
ignora a  todos,
trazendo as promessas,
que nunca se cumprirão.

Enquanto isso,
dilacerava Jean e Philibert...


Brancos do Novo Mundo

Lá se vai,
o espumante Brut,
escorrendo pelo branco queixo...

A elegância empambada,
que se revela nos prantos,
dos açucares, provieram.

Terrines, vinhos,
sugaram as falésias d'alma,
E lá se foi todo o verão!

De uma vida  truz, liberta.
Bíbulos penhores,
ergasiotiquerologia albina.



(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)


Guerras vãs

Não há o tempo;
Há discórdia!

Conflitos de interesses;
Discussões e barbárie...

Por fim, a fome não flagela;
O sonho te condena!

A liberdade lhe aprisiona;
O tempo perdoa...

Tua chaga rememorada;
Tua sina, de perdedor!

Vis feridas;
Rasgam-lhe a hipoderme;
Mesclam alívio e dor!

No dia que o mundo virar mundo;
O tempo virará tempo;
O amor será amor...
Enfim a paz!

Não haverá como dizer,
naquele dia,
que o tempo causa
tua vã guerra!


(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)