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Mostrando postagens de Novembro, 2008

Ni

Ni.
Ninguém.
Nilton.
Nigeriano.
Nintendo.
Nitroglicerina.
Ninguém.
Ni.
Nivro?
Nice?
Nitroglicerina!


Nubígeno

Nubígeno que vem das nuvens, estrigar macio e sedoso; Da aritmomancia que adivinha o número, através da oomancia! Ponxirão de mutirão, urente queima. Produzindo ardor, sandeu; Tolo, estúpido, idiota; um verdadeiro treboçu! Quando desanima-se apela ao zumbaieiro; Onicofagia que rói teus próprios sonhos!

(ARCHANGELO, A. Ápeiron, 2019, Ed. Buriti, 1ª Edição)


Cura

Hagioterapia é sua cura,
o termântico do volar;
É o seu tranar!

Do pselismo gago de vodúnsi,
e se te tramposeio
é porque sou um hagiômaco

Tamiseio até madefaciar.


Sina

Sina

Dendroclasta nativo,
retambana sútil.

Sente a ausência da filáucia,
soltando a habena,
na manumissão que sucede a quérquere?

Ventor mestre em halurgia
levará-te a tambo.
Medicai-o com o litagogo

Selando a tua sina.


(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)




Chacota

Chacota na costa do Sergipe,
nicotina dos pesares,
solidão incomparável...

Ao último bretão,
seguindo teu lenço
sucumbiu na torre hostil.

Incomparável,
a tua quimera,
chagas sinceras.

De lágrimas, lagrimadas,
de risos, resilidos,
No eco do mórbido túnel...


Desdém (Outra)

Ó, desdém!
De ninguém.

Ó, desdém!
De alguém.

Na mira pela mirra,
na gíria que gira,
Entorno, do vazio,
do teu umbigo.

(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)


Primeiros poemas nonsense: Monólogo

Passo a passar no mesmo lugar,
do ponto inicial,
déjà-vu...
Obrigo-me a caminhar,
fingindo a arte de interpretar!
Não dizes o que pode?
Mas dizes o que gosta de ouvir!
A quem interessa essa diferença?

(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)